No fim do amor
Frios são os medos em toda a certeza
nas sombrías horas de olhos pesados
e nas lentas noites que entrego á razão!
Em toda a lágrima há uma grandeza
no fim do grito dos condenados!
Balançam as velas de estranha ansiedade
em verde e azul que a magía me sopra...
No segredo dos moínhos,há um nome antigo
numa brísa deusa que me gela a saudade
e um vento de rosas quando estou contigo...
cheiro uma flor mas os espinhos cravados...
respiro uma noite mas a lua ausente...
ouço as lendas de um passado escondido
nas íras do lorde e dos amaldiçoados...
beijando o demónio que me géla em serpente!
De olhos vazios e lavados de côr...
esta alma rebelde já não sopra leveza
e nos lábios, feitíços cobertos de dor...
porque toda a lágrima traz uma tristeza
se estiver contigo no fim do amor!
bj adrt